As necessidades do Mundo Moderno e o que eu faço com todas as tralhas que eu comprei…

Ah! O título desse texto…
Pode parecer completamente sem sentido para alguns, mas se você está aqui lendo, tenho certeza de que faz sentindo para você, assim como faz para mim.
Nós vivemos atualmente em uma cultura obcecada pela falta. Você já percebeu que mesmo feliz, de bem com a vida, sempre estamos sentindo que falta alguma coisa? Parece que é algo inerente a nossa existência, algo que não dá para separar, sei lá; uma vontade do nada de talvez comprar um cachorro, um livro, uma bicicleta ou ainda uma passagem para um destino paradisíaco.
Escrever esse texto ficou ainda mais urgente para mim depois que vi esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=GFuNTV-hi9M  (A FALTA QUE A FALTA FAZ), postado pela Jout Jout no seu canal do Youtube.
 No vídeo, ela faz a leitura de um livro que se chama: A Parte Que me Falta. Eu não sei se você já ouviu falar sobre ele, mas é uma leitura de cunho infantil que conta a história de uma “bola” que não tem um pedaço e passa toda a sua vida em busca dele. O resto, você vai ter que ver o vídeo para entender.
 Mas a continuidade da reflexão independe dessa tarefa executada, portanto, estamos falando aqui de uma sensação de incompletude eterna que, de certa forma, foi plantada em nós por esse mercado capitalista que a gente vive. E que tudo bem, não quero pregar aqui que não precisamos ter livre mercado, pelo contrário, porém, viver a nossa vida apegados a isso torna a coisa toda meio superficial, como se existisse uma receita pronta de sucesso e plenitude que você só irá atingir se comprar só mais uma coisinha… ou ainda se ganhar só mais um pouco de dinheiro, se você for só um pouco mais magro, um pouco mais bonito e por aí vai…
 “O problema aqui é o seguinte: a sociedade atual, através das maravilhas da cultura do consumo e do exibicionismo de vidas incríveis nas redes sociais, produziu uma geração inteira que enxerga esses sentimentos negativos (ansiedade, medo, culpa, etc.) como problemas.  Veja bem, quando você abre o Facebook, vê todo mundo chafurdando em felicidade até não poder mais. Caramba, oito pessoas casaram essa semana! E uma garota de dezesseis anos ganhou uma Ferrari de aniversário num programa de TV. E um moleque acabou de faturar dois bilhões de dólares por ter inventado um aplicativo que resolve imediatamente o problema quando o papel higiênico acaba. E você em casa coçando o saco. É inevitável pensar que sua vida é ainda pior do que imaginava.” Trecho retirado do livro: A Sutil Arte de Ligar o Foda-se, do Mark Manson.
 E não é que tudo isso é verdade? A gente está sendo bombardeado do sentimento de falta, de vazio, mas vamos lá, Ser humano é conviver com o vazio. Até os espaços são cheios de vazio, e ele existir é algo importante para a nossa existência.
Ao se permitir estar mais inteiro dentro desse vazio é começar a entender que somos suficientes em nós mesmos e que não precisamos estar o tempo todo olhando para o outro em busca do que nos falta, como se precisássemos sempre ser preenchidos para sermos felizes.
Você já se basta por ser você mesmo, só que vivemos em um mundo tão complexo que perdemos a noção do que realmente importa, estamos sempre em busca disso ou daquilo, no mundo exterior, e esquecemos que a resposta está aqui, dentro de nós mesmos.
Para encontrar a resposta não existe receita pronta, cada um precisa fazer a sua descoberta e seguir o seu próprio caminho, mas uma coisa é para todos: ter desejos de viver uma vida mais positiva, mais abundante, mais conectada com o que realmente importa, mais presente no aqui e agora, vivendo de forma mais intensa o momento do que o futuro, pode ser um norte pra você.
Fica aqui o meu convite para você conhecer mais sobre esse tema e vários outros assuntos que abordo sobre anseios normais, de gente normal que inclui vida e trabalho! Aqui no meu IG: @jacklealpsicoach

 

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